quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Entre as lembranças da infância e os planos para o futuro, a escola permanece como parte da história dos gêmeos Ester e Pedro

Em agosto de 2010, dois pequenos alunos do CEI Sonho de Criança estampavam a capa da 70ª edição da Gazeta Educação. Com apenas 4 anos, os irmãos gêmeos Ester e Pedro Barros Quinzani seguravam a bandeira do Brasil durante um momento cívico, ilustrando uma reportagem sobre patriotismo. Dezesseis anos depois, a fotografia se tornou o retrato do início de uma trajetória marcada pelo estudo, pelas lembranças e pelos sonhos.

Entre as lembranças da infância e os planos para o futuro, a escola permanece como parte da história dos gêmeos Ester e Pedro

Hoje, prestes a completar 20 anos, os irmãos vivem em Chapecó (SC), concluíram o Ensino Médio e seguem construindo histórias diferentes, mas carregando as mesmas raízes, os ensinamentos da escola e a cumplicidade que sempre os uniu.

Ao rever a capa, Ester conta que a imagem despertou lembranças que vão muito além da escola. “Momentos que marcaram, lugares que foram importantes, pessoas que são especiais, mas, principalmente, a minha família”, recorda. Ela estudou até o 4º ano na Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, em Amambai, e hoje divide a rotina entre o trabalho em uma imobiliária e a graduação em Fisioterapia, já no 4º semestre, em Chapecó. O sonho é se especializar na área da saúde, profissão escolhida pelo desejo de ajudar as pessoas, sem deixar de lado outra paixão: a fotografia.

Entre as lembranças da infância e os planos para o futuro, a escola permanece como parte da história dos gêmeos Ester e Pedro

Para ela, os ensinamentos recebidos na escola continuam presentes no dia a dia. “A escola não ensina apenas matemática e português, mas nos mostra como devemos respeitar as autoridades, ter patriotismo pelo nosso país e o quanto a dedicação e a excelência nos levam mais longe na vida”, afirma.

Pedro também se surpreendeu ao reencontrar a antiga capa. “Foi bem engraçado. Eu não lembrava dessa foto, mas ela desbloqueou uma porção de memórias que há muito eu não pensava”, conta. Hoje, sua rotina é intensa: trabalha durante o dia, faz cursinho pré-vestibular à noite e dedica os fins de semana às atividades da igreja. Seu maior objetivo é conquistar uma vaga em Medicina, além de realizar o sonho de fazer um intercâmbio nos Estados Unidos.

Entre as lembranças da infância e os planos para o futuro, a escola permanece como parte da história dos gêmeos Ester e Pedro

Para ele, o incentivo recebido na escola foi fundamental. “Acho que foi o incentivo dos professores e dos meus amigos, além do apoio para aprender”, resume. Assim como a irmã, Pedro faz questão de lembrar da professora Fátima, do Dom Aquino, que marcou seus primeiros anos de estudo com dedicação, incentivo e aulas de reforço.

Os irmãos estudaram na mesma sala até o 8º ano. A separação veio no 9º ano, quando as rotinas passaram a seguir rumos diferentes. Ainda assim, a parceria construída desde a infância permanece. “Ainda mantemos a nossa amizade, as nossas piadas internas e a nossa cumplicidade”, diz Ester.

A fotografia publicada na capa da Gazeta Educação, em 2010, eternizou um instante da infância. Dezesseis anos depois, ela revela o quanto a educação ajuda a construir histórias que atravessam o tempo. Hoje, Ester e Pedro buscam sonhos diferentes, mas continuam levando consigo os valores, as amizades, as lembranças e os aprendizados que começaram a ser escritos ainda nos primeiros anos de escola. 

E é justamente essa capacidade de conectar passado e presente que faz da Gazeta Educação muito mais do que um veículo de informação. Ao longo de suas edições, o jornal preserva memórias de crianças, famílias, professores e escolas, transformando momentos em registros que, anos depois, permitem reviver lembranças, celebrar conquistas e reconhecer o quanto a educação transforma vidas. Reencontrar a edição de 2010 permitiu que Ester e Pedro revisitassem parte da própria infância, confirmando que a escola deixa marcas para sempre e que guardar esses momentos também é uma forma de valorizar a trajetória de cada estudante. Afinal, o tempo passa, mas as boas histórias permanecem vivas quando encontram um lugar para serem lembradas.

Entre as lembranças da infância e os planos para o futuro, a escola permanece como parte da história dos gêmeos Ester e Pedro

Por Patrícia Rocha
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