domingo, 9 de agosto de 2026

Leve-me Com Você: uma história que permanece depois da última página

Às vezes sinto saudade de uma emoção que só uma história foi capaz de despertar em mim. Aquela saudade de rever uma personagem que cultivou um sentimento dentro da gente, ou uma profunda admiração por outra que nos inspirou a melhorar algo em nós mesmos. Até uma experiência real que vivi ou ouvi e que o tempo levou pro passado. 

É nessas horas que gostaria que houvesse um recado em cada livro indicando quais emoções me esperam nessa nova história.

Que caminhos novos essas histórias vão me apresentar. 

Eu vou sentir medo? Aflição? Expectativa? Paixão? Entusiasmo?

Essa coluna não nasceu para resumir histórias, quero fazer dela um ponto de encontro entre o seu universo particular e uma experiência literária. Talvez aqui – espero eu – você desperte o interesse pelos livros e possa conhecer o poder de transformação da literatura. 

Mais do que contar a história que há dentro do livro, quero contar a história que o livro pode provocar em você. 

O livro da vez, Leve-me Com Você, como o próprio título sugere, vai te levar a refletir sobre a vulnerabilidade da paternidade, aquela sensação de que o seu mundo se tornou um pacotinho indefeso que depende de você. E até onde você pode proteger quem ama sem a impedir de fazer as próprias escolhas.

Nosso personagem principal vai te levar até o vazio que o luto sustenta e ao delicado conflito entre honrar o passado e permitir que a vida volte a florescer. 

Essa história vai te levar a sentir a dor e a solidão do luto através do mesmo caminho em que te apresenta a esperança e o pertencimento que alguns laços são capazes de criar. 
            Esse livro é sobretudo uma viagem. E como toda viagem, você vai terminar um pouco diferente de como começou.

Leve-me Com Você, de Catherine Ryan, me fez sentir o poder do amor de um pai, aquele que não se anuncia em declarações, mas se revela em ações. Um amor que revela presença, cuidado e proteção, especialmente na escolha de permanecer. 

Foi impossível fechar esse livro sem sentir que o afeto pode ser um lugar seguro. Um lugar onde, pela primeira vez em muito tempo, alguém se permite simplesmente existir. 

Vale cada segundo de leitura!
E você? Já leu esse livro? O que sentiu?
Ou se não, qual foi o último livro que mudou a forma como você vê algo ou alguém?
A gente se encontra aqui!
Até a próxima, leitores!

Por Ana Luisa Castilho Alves

Leve-me Com Você: uma história que permanece depois da última página

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