Em novembro de 2008, a Gazeta Educação estampava em sua capa a professora Gilvanda Reis ao lado da então aluna Bruna Martins. Naquele momento, o destaque era o desempenho acadêmico e a conquista na Olimpíada de Língua Portuguesa, um registro que eternizou não apenas um feito, mas o encontro entre ensino, dedicação e sonhos em construção.

Agora, em 2026, quando a Gazeta Educação celebra seus 22 anos de história, revisitamos essa capa para descobrir: por onde andam aquelas personagens? O que mudou? E o que permaneceu?
Na época, Bruna Martins estava no Ensino Médio e, como muitos jovens, ainda carregava dúvidas sobre o futuro. “Eu sabia que tinha que fazer faculdade, só não sabia do que”, relembra.
Hoje, a história tomou forma. Bruna é professora efetiva em Dourados e está em fase final do doutorado em Química pela UFGD. Entre conquistas e novos objetivos, ela reconhece a própria evolução: “Já não estou no ponto inicial. Sei que tenho muito a caminhar ainda, porém já fiz muito”. Seu próximo passo é conquistar um concurso específico em sua área de atuação.
Ao seu lado naquela capa, a professora Gilvanda Reis também construiu uma trajetória sólida na educação. Em 2008, aos 38 anos, ela já demonstrava forte envolvimento com projetos de leitura e produção textual, participando de concursos e incentivando alunos a explorarem o potencial da escrita.
“Estava feliz com meu trabalho e muito envolvida com essas atividades. A Olimpíada trouxe não só reconhecimento, mas também formação e aprimoramento”, destaca.
Atualmente, Gilvanda atua como coordenadora do Ensino Médio na Escola Dom Aquino Corrêa, função que exerce desde 2016. Ao olhar para o presente, ela compartilha, com leveza, seus planos: a aposentadoria se aproxima como um novo projeto de vida.
A história de Gilvanda e Bruna é um retrato fiel do propósito da Gazeta Educação ao longo dessas mais de duas décadas: valorizar a educação, dar visibilidade a talentos e acompanhar trajetórias que começam na escola, mas não têm limites para crescer.


Mais do que uma lembrança, a capa de 2008 se transforma hoje em símbolo de continuidade, mostrando que investir na educação é, acima de tudo, acreditar no futuro.
Por Raquel Fernandes
