domingo, 1 de março de 2026

Saberes Ancestrais e Futuro Profissional: A Revolução nas Escolas Indígenas

Escola Estadual Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá – Aldeia Amambai/Amambai-MS

A Escola Estadual Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá, criada em 24/05/2005, pelo decreto nº.11.801, está localizada na Aldeia Amambai, Município de Amambai/MS, Rodovia Amambai/Ponta Porã – km 05. Falar sobre uma escola indígena que oferece ensino profissionalizante é destacar um modelo de educação intercultural e emancipadora. É mostrar que a tradição e a modernidade tecnológica podem (e devem) caminhar juntas. O diferencial dessa escola não é apenas o conteúdo técnico, mas como ele se aplica à realidade da comunidade. A escola respeita a língua materna e os saberes dos anciãos, integrando-os ao currículo formal. 

Oferecer um ensino profissionalizante permite que o jovem permaneça estudando em seu território, fortalecendo sua cultura enquanto trabalha. A disciplina técnica é vista como uma ferramenta de resistência. Esses cursos focam em áreas como Agroecologia e EJA Qualifica. Capacita os estudantes indígenas Guarani Kaiowá para gerir seus próprios recursos, projetos e associações, sem depender exclusivamente de agentes externos. Eles aprendem técnicas modernas de plantio ou administração, ele aplica o conceito ético de “Bem Viver” (viver em harmonia com a natureza). Um indígena formado tecnicamente tem mais ferramentas para defender os direitos de seu povo em fóruns, prefeituras e órgãos governamentais. 

No coração da comunidade, onde o som da língua materna ecoa entre as árvores, uma nova dinâmica escolar está transformando a realidade da juventude indígena. Mais do que aprender as disciplinas básicas do currículo nacional, os alunos agora se preparam para o mercado de trabalho sem precisar abandonar suas raízes. A introdução de disciplinas profissionalizantes no ensino indígena surge como uma ponte estratégica entre o conhecimento dos saberes ancestrais e a inovação tecnológica. Agroecologia e EJA Qualifica, a teoria das salas de aula ganha vida nos roçados tradicionais e na proteção das matas. “Nossa escola não quer apenas formar um técnico; quer formar um guardião do território que saiba gerir seus recursos com eficiência e consciência política”, afirma o Professor Coordenador de Prática Inovadora, Algacir Amarilia.

Saberes Ancestrais e Futuro Profissional: A Revolução nas Escolas Indígenas

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