terça-feira, 23 de junho de 2026

Trabalhando de forma significativa na pré-escola

O desenvolvimento da criança na fase dos cinco anos de idade é um verdadeiro horizonte de trabalho lúdico, carregado de aprendizado com base em uma prática de descoberta do mundo e vivência de instrumentos diferenciados.

Educadora amante das crianças e da alfabetização, coloco-me no dever de fazer com que as crianças gostem de entrar nesse mundo da escola e busquem ser verdadeiros cidadãos críticos e conhecedores de seus deveres.

Com 26 anos de trabalho na educação, sendo praticamente dezesseis deles dedicados à Educação Infantil, eu, Maria Ezaltina, nascida e criada em Amambai, professora formada em Técnico em Contabilidade pela Escola Estadual Vespasiano Martins, Magistério de quatro anos com Habilitação em Docência na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental pela Escola Estadual Dr. Fernando Corrêa da Costa, Normal Superior pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, pós-graduada em Docência na Educação Infantil, Psicopedagogia Clínica e Institucional, Educação Especial, Neurociência e Gestão Escolar, busco, no meu dia a dia de trabalho, valorizar os sentidos das crianças que estão em meu convívio diário.

Pensando nisso, ao elaborar meu planejamento de aula, valorizo os conhecimentos prévios e aqueles que posso compartilhar com eles de maneira lúdica e prática, com base em uma infância que valoriza o aprender brincando e com significado.

Nesse período escolar, trabalhamos com as crianças dentro de uma perspectiva que lhes permita ver o mundo de forma ampla. Na sala de aula e no espaço escolar, o professor tem em suas mãos cabecinhas pensantes, que aprendem rápido e vivem em um mundo cheio de informações e contextos diferenciados de convívio social.

No segundo bimestre escolar, que teve início em maio e vai até julho, trabalhamos temas como Dia das Mães, uma data comemorativa cheia de significado e respeito; Dia do Trabalhador; profissões; meios de comunicação; meio ambiente; além de saberes cognitivos, como raciocínio lógico, escrita, leitura, cores e formas. São muitos os conhecimentos e aprendizados.

Colocando tudo isso na prática diária, levo para a sala de aula uma dinâmica de atividades incríveis que marcam a infância com lembranças e aprendizados para a vida. Quando a criança sai de casa com a expectativa de aprender, o trabalho do professor ganha maior significado e se torna menos árduo diante da realidade educacional que enfrentamos nesta geração tecnológica.

Ao entrar em sala, os conteúdos trabalhados devem estar ligados por uma linha de raciocínio que valorize e tenha como princípio o aprender brincando, fazendo e conhecendo, na prática, o mundo escolar.

Além de amar trabalhar com crianças, sou amante da leitura e da pesquisa. Gosto de arte, artesanato e arte psíquica. Afinal, o ser humano é uma caixinha da qual ainda temos muito a descobrir e muitos mistérios a desvendar. E minha sala de aula, na qual passo oito horas do meu dia, é meu laboratório real.

Em meio à educação formal, sou esposa, mãe e filha única, diga-se de passagem. E preciso unir essas forças para não deixar o lado de pesquisadora e professora tomar a frente do meu lar e dos meus familiares. Não poderia deixar de citar que sou apaixonada pelo ciclismo, esporte no qual me realizo e busco forças para a vida dinâmica que tenho.

Voltando ao contexto escolar, entre os gêneros textuais que trabalho diariamente por meio da leitura compartilhada, estão músicas, receitas, textos informativos, poemas e obras de diversos escritores, como Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, além de artistas diferenciados que também utilizam a arte para se expressar.

Em meio a um planejamento flexível, que busca o ensinar e o aprender, fiz uma modificação: convidei minha filha, Evelyn Natiele Paes da Silva, para passar alguns momentos em sala de aula comigo. Como sempre fez na infância, quando me acompanhava no trabalho, ela aceitou. Com seus 29 anos e já possuindo uma vasta bagagem profissional na área da psicologia infantil, além de ser uma artista arteira e pintora nata, vocês já podem imaginar a tarde maravilhosa que tivemos, repleta de risos, comparações positivas e experiências diferenciadas, transformando a sala de aula em um vasto mundo de aprendizado.

No dia 16 de junho, Evelyn Paes levou para as crianças do Pré II C, da Escola Municipal Ayrton Senna, o Jornal Gazeta Educação, no qual havia uma coluna escrita por ela e outra contando um pouco de sua trajetória educacional. As crianças adoraram, e os pais reagiram de forma acolhedora ao receber os filhos com os olhos brilhando, sorrisos no rosto e os rostinhos pintados de personagens que admiram.

Afinal, tiveram uma tarde repleta de dobraduras, recortes, pinturas, mistura de cores e leitura desse meio de comunicação que formou tantas gerações e que hoje também possui um diferencial para pesquisa online. Foram vários conteúdos trabalhados em um único momento.

Partilhamos diferentes profissões: professora, psicóloga e artista. Compartilhamos o amor entre filha e mãe, e entre mãe e filha. Trabalhamos conhecimentos de dobrar, recortar, desenhar, meio ambiente, cores e suas classificações — primárias, secundárias e terciárias —, além de leitura e escrita. Sim, tudo isso em apenas uma tarde, que foi o tempo que tivemos Evelyn em sala.

Porém, o trabalho não parou e não irá parar, pois seguimos partilhando e buscando, em nosso dia a dia, valorizar o respeito e o aprendizado real de forma lúdica e atrativa ao universo infantil.

Trabalhando de forma significativa na pré-escola
Professora Maria Ezaltina e a psicóloga Evelyn Paes

Professora Maria Ezaltina Montania Paes Lopes

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