segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Escolas de Amambai entram no clima da Copa do Mundo 

Bandeiras, cores e muita animação: o Colégio CELQ já vive o clima da Copa 2026, transformando o entusiasmo dos alunos em oportunidades de aprendizagem

Faltam poucos dias para o início da Copa do Mundo e o clima de expectativa já começou a tomar conta das escolas de Amambai. No Colégio CELQ, o mês de junho chegou com corredores decorados, bandeiras, cores verde e amarelo e muita animação entre os estudantes.

Mais do que enfeitar os espaços, a decoração faz parte de uma proposta pedagógica pensada para aproximar os alunos de temas que já despertam seu interesse no cotidiano. Entre conversas sobre a Seleção Brasileira, palpites para os jogos, troca de figurinhas, álbuns da Copa e curiosidades sobre os países participantes, o entusiasmo das crianças se transforma em oportunidade de aprendizagem.

De acordo com a professora Crislaine Barbosa Melo, coordenadora da Educação Infantil no Colégio CELQ, a escola busca transformar cada acontecimento que mobiliza os alunos em uma experiência significativa. Neste mês de junho, a instituição uniu dois temas fortes da cultura brasileira: a Copa do Mundo e o Projeto Arraiá CELQ.

Escolas de Amambai entram no clima da Copa do Mundo 

A proposta começou pela Educação Infantil, com palestras e atividades que depois seguem para toda a escola. O percurso está ligado ao projeto “Milho: do campo à nossa mesa!”, que trabalha a importância do alimento na cultura, na agricultura e na alimentação. A culminância acontecerá no dia 17 de julho, durante a Festa do Milho, momento em que escola, família e comunidade estarão reunidas para celebrar os conhecimentos construídos.

Ao mesmo tempo, a Copa do Mundo também entra na rotina escolar. No dia da recreação, as crianças são incentivadas a levar seus álbuns e trocar figurinhas, enquanto algumas atividades são adaptadas para dialogar com o tema do futebol. Nos dias de jogos da Seleção Brasileira, alunos, funcionários e toda a equipe escolar são convidados a vestir a camiseta do Brasil, criando momentos de torcida, integração e participação coletiva.

A edição de 2026 promete ampliar ainda mais as possibilidades de trabalho pedagógico. Pela primeira vez, a Copa será realizada em três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá — e contará com 48 seleções e 104 partidas, tornando-se a maior da história. O evento reúne povos, culturas, símbolos e histórias que podem ser explorados em sala de aula de forma crítica, criativa e contextualizada.

Nesse cenário, a Copa pode ser compreendida como um verdadeiro laboratório de aprendizagem. Mais do que acompanhar resultados e torcer por uma seleção, os estudantes podem desenvolver habilidades de pesquisa, interpretação, leitura crítica da mídia e compreensão sobre temas como diversidade, identidade nacional, cidadania, cultura e convivência.

Dentro da escola, esse entusiasmo ganha sentido educativo. As cores, os murais, as bandeiras, as figurinhas e as atividades temáticas funcionam como convite para que os alunos participem, pesquisem, criem e aprendam a partir de um tema que já faz parte da realidade deles.

Escolas de Amambai entram no clima da Copa do Mundo 

Em Amambai, o Colégio CELQ mostra que a Copa do Mundo e as tradições juninas podem caminhar juntas quando há intencionalidade pedagógica. Assim, o futebol, a cultura popular e a vida escolar se encontram em experiências que fortalecem vínculos, valorizam a história do país e aproximam ainda mais escola, alunos e comunidade.

Enquanto a bola ainda não rola nos gramados, nas escolas o jogo da aprendizagem já começou.

Por Patrícia Rocha
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