No dia 12 de junho de 2026, a Escola Estadual Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá, sob direção do diretor Duadino e Maxwell, realizará a sua programação especial de Festa Junina. Mais do que uma festividade, este evento se apresenta como uma oportunidade pedagógica única para trabalhar a interculturalidade e o fortalecimento da identidade da comunidade.
O projeto busca demonstrar que a celebração, como a conhecemos hoje, é o resultado do encontro e da mistura de diferentes culturas, onde os saberes indígenas desempenham um papel fundamental. A festividade é o momento ideal para valorizar a agricultura familiar da comunidade e o respeito às sementes tradicionais.
Pratos típicos do período junino, como os derivados do milho (avati) e da mandioca (mandi’o), são a prova viva de que a base dessa celebração nacional nasceu do manejo e do conhecimento milenar dos povos originários. A fogueira aquece as noites de inverno, une as pessoas e simboliza a proteção. O fogo (tata) é um elemento sagrado de purificação, união, preparação dos alimentos e o centro ao redor do qual os mais velhos compartilham suas memórias e saberes através da contação de histórias.

Ao mesmo tempo em que os alunos compreendem a origem histórica de elementos externos (como a quadrilha, de matriz francesa e nordestina), a escola abre um espaço fundamental para a apresentação dos cantos e danças tradicionais da própria comunidade, celebrando a alegria, a coletividade e o modo de ser (teko porã). Promover uma festa que dialogue com o mundo, mas que mantenha suas raízes firmes na terra e na cultura Guarani Kaiowá, transformando o dia 12 de junho em um marco de partilha, respeito e plantio de saberes.
Duadino Martines e Maxwell da Silva Amaral

