sexta-feira, 6 de março de 2026

Quando ensinar também é orientar vozes: a professora por trás da jovem repórter

Reunião Geral, ano letivo 2026: Família e Escola um laço forte que transforma sonhos em conquistas

A educação de uma criança é como uma construção a quatro mãos: de um lado, a técnica e o acolhimento da escola; do outro, o amor e os valores da família. Quando essas mãos se entrelaçam, o caminho para o futuro torna-se muito mais seguro. Foi com esse espírito que a Escola Municipal Antônio Pinto da Silva realizou a reunião de Pais e Mestres com o tema “Mãos dadas pelo futuro: Escola e Família em um só propósito”.

O evento não foi apenas uma reunião de avisos, mas um marco de renovação da aliança educativa. Durante a programação, pais, professores e gestores discutiram como a sintonia entre o lar e a sala de aula reflete diretamente no desempenho acadêmico e no bem-estar emocional dos estudantes.

A diretora adjunta da instituição, Vera Lorensetti, destacou que a escola, sozinha, não consegue dar conta de todas as dimensões da formação humana e ressaltou a importância do apoio aos professores na preparação para esse encontro, garantindo uma comunicação empática, acolhedora e segura: “Quando a família valida o trabalho do professor e a escola acolhe a realidade de cada casa, o aluno entende que existe uma rede de apoio sólida ao redor dele. Esse é o ‘um só propósito’ que buscamos. O evento também é amplamente divulgado para que tenha a participação de toda a comunidade escolar. Neste ano, estamos com algumas reformas na escola e é importante comunicar às famílias tudo o que está acontecendo: a forma como os professores trabalham em sala de aula e como ocorre o processo de avaliação. A reunião deste ano vem com esse propósito: fazer com que os resultados, já no primeiro bimestre, sejam de excelência. A parceria com as famílias é fundamental. Por isso, essa primeira reunião é essencial na nossa escola e é amplamente debatida com nossos professores e equipe, para que seja de excelência e tenha grande sucesso.”

Voz aos Pais: O que eles pensam?

Durante o encontro, a repórter mirim da escola, aluna do 4º ano D, Valentina Rodrigues Buss, entrevistou alguns responsáveis para entender como eles percebem essa união. O sentimento geral é de que a escola precisa ser um espaço aberto e transparente.

Em relação à motivação de priorizar a reunião de pais em sua agenda, mesmo com a correria do dia a dia, uma mãe enfatizou: “Porque eu acredito que a educação vem em primeiro lugar. Ela faz parte da vida dos pais. Nós somos responsáveis e precisamos acompanhar diariamente o que nossos filhos estão fazendo. A educação começa dentro de casa, mas muitos pais acabam transferindo essa responsabilidade para a escola, e essa não é a realidade. Para mim, a reunião de pais sempre foi uma prioridade. Eu gosto de saber como minhas filhas estão, se estão aprendendo bem e como estão se comportando. É todo um contexto. Acredito que, se cada um fizer a sua parte, estaremos construindo um futuro melhor e com mais caráter,” enfatizou a mãe Elis Regina.

A repórter mirim também procurou saber, entre os responsáveis pelos alunos em processo de alfabetização, qual é a maior expectativa ao entrar na sala de aula para conversar com os professores. Uma mãe destacou querer “ter certeza de que minha filha estará com bons profissionais e que possa se desenvolver. Que a alfabetização seja aplicada de maneira acessível e que, mesmo com pouca idade, ela adquira conhecimento com qualidade. Minha expectativa é que ela seja sempre uma ótima aluna por ter bons professores,” finalizou a mãe Márcia.

Para completar a matéria e trazer o equilíbrio necessário, também é fundamental ouvir quem está na linha de frente da sala de aula. A opinião dos professores humaniza a instituição e mostra aos pais que os educadores também valorizam essa parceria.

            E os professores, o que esperam desse evento?

Se a família é o porto seguro, o professor é o navegador. Para o corpo docente da E.M. Antônio Pinto da Silva, o tema “Mãos Dadas pelo Futuro” não é apenas um slogan, mas uma necessidade pedagógica. 

Ao comentar o objetivo de uma reunião de pais, a professora Regiane, de História ressalta: “Uma das coisas que os pais precisam compreender é que não estamos aqui apenas para apresentar notas. Participamos da formação integral da criança: desde os limites, as conversas e a proximidade, até um abraço acolhedor. Também fazemos parte da vida das crianças. Trazer os pais para a escola fortalece nossa ligação com a família. Muitas vezes o pai não consegue vir durante a rotina da semana, mas nesse momento ele participa, expõe suas preocupações ou demonstra carinho. O mais importante para nós é esse diálogo direto, olho no olho.” 

Os professores destacam que a participação dos pais ajuda a identificar dificuldades mais cedo e também a celebrar conquistas que, muitas vezes, passariam despercebidas. A ideia é que a família não veja o professor como um “prestador de serviço”, mas como um aliado no desenvolvimento do filho. Essa parceria é ressaltada pela professora Joseli: “Acredito muito na comunicação e na compreensão entre família e professor. O essencial é o diálogo. Quando existe comunicação e parceria, conseguimos tratar de questões importantes tanto para o professor quanto para a família. Essa relação de diálogo e cooperação é o que define o sucesso dentro da escola e da sala de aula.” 

Muito antes de os portões se abrirem para a reunião, os professores já estavam imersos no propósito do encontro. Preparar uma reunião de pais e mestres com esse tema exige mais do que organização: exige um olhar sensível sobre a trajetória de cada estudante, como destaca a professora Cristiane, de Geografia: “É gratificante receber a comunidade escolar em nossa escola. Mais gratificante ainda é reforçar a importância desse trabalho conjunto com as famílias para que possamos alcançar bons resultados, principalmente no aprendizado de nossos alunos.” 

Para a gestão escolar, representada pela diretora Eliane Pereira Arteman, o objetivo central de uma reunião com o tema “Mãos dadas pelo futuro” vai muito além de repassar avisos burocráticos. O foco é a construção de uma cultura de corresponsabilidade, nesse sentido Eliane destacou: “Nós, enquanto gestão, precisamos que os pais sejam nossos parceiros. Nessas reuniões repassamos as regras da escola e reforçamos a importância da participação da família. Precisamos garantir que as crianças frequentem regularmente a escola, que utilizem o uniforme e tragam os materiais necessários para as aulas. Também orientamos sobre a importância das tarefas em casa, do acompanhamento nos dias de prova e da presença nas avaliações. Nosso objetivo é que nenhuma família se sinta apenas ‘cliente’ da escola, mas parte integrante dela. Quando dizemos ‘mãos dadas pelo futuro’, estamos assumindo um compromisso: nós cuidamos do pedagógico, vocês oferecem o suporte afetivo e, juntos, garantimos que o estudante alcance seus sonhos. O sucesso do aluno é o nosso único e compartilhado propósito.” 

O encontro “Mãos dadas pelo futuro” encerrou-se não com um adeus, mas com um compromisso renovado. Ficou evidente que, quando escola e família caminham em sintonia, o maior beneficiado é o estudante, que encontra um solo fértil e seguro para florescer.

A gestão da Escola Municipal Antônio Pinto da Silva reforça que este é apenas o primeiro passo de um ano letivo pautado pela transparência e pela colaboração, com o propósito de construir histórias de vida com significado.

A mensagem final é clara: o futuro pode ser incerto, mas, se estivermos de mãos dadas, ele certamente será brilhante.

Professora Vanir, do 4º ano D, da Escola Municipal Antônio Pinto da Silva

Quando ensinar também é orientar vozes: a professora por trás da jovem repórter
Professora Vanir e Valentina

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