Para Bruno Mattos, participação em projeto da NASA reforça como a ciência pode inspirar estudantes e desenvolver pensamento crítico desde cedo
O avanço da exploração espacial, impulsionado por iniciativas como o Artemis Program, não impacta apenas a ciência e a tecnologia, mas também abre novas possibilidades dentro das salas de aula. Nesse cenário, um nome de Amambai ganha destaque: o engenheiro Bruno Mattos, especialista do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que integra a equipe ligada à missão Artemis II.
A Artemis II é uma das etapas mais importantes da nova corrida espacial, conduzida pela NASA. A missão levou astronautas em uma viagem ao redor da Lua, sendo a primeira missão tripulada a alcançar essa distância desde o programa Apollo Program, na década de 1970. Após cerca de 10 dias de viagem, a missão foi concluída com sucesso, com o retorno seguro da tripulação à Terra. De acordo com informações divulgadas pela NASA, a Artemis II foi um passo fundamental para futuras missões que devem levar humanos novamente à superfície lunar.

A participação de um profissional nascido em Amambai nesse contexto reforça o papel da educação como ponte para oportunidades de alcance global.
Para Bruno, a exploração espacial vai muito além de foguetes e tecnologia: ela representa o ápice do conhecimento científico acumulado pela humanidade.
“A exploração espacial é a expressão máxima do acúmulo de conhecimento científico da humanidade. É por meio dela que tentamos desvendar algumas das questões mais fundamentais da nossa existência, como onde estamos, de onde viemos, para onde vamos e do que é feito o universo”, destacou.
Segundo ele, trabalhar esses conceitos desde os primeiros anos escolares é uma forma de estimular o pensamento crítico e científico nos alunos.
“Ao apresentar a Terra como apenas mais um planeta, o Sol como apenas mais uma estrela e a Via Láctea como apenas mais uma galáxia, estabelecemos a base de um pensamento crítico que remonta à revolução iniciada por Nicolau Copérnico no século XV, e que ainda hoje é essencial para a formação científica”, explicou.
Aplicação em sala de aula
Ao falar sobre o uso de temas espaciais no ensino, como a missão Artemis II, o engenheiro destaca a importância de metodologias que tornem o aprendizado mais visual e acessível.
“As possibilidades são muitas. Eu sempre sugiro o uso de ferramentas gráficas que ajudem os alunos a entender os conceitos e a ter uma visão clara da magnitude dessas missões espaciais”, afirmou.

Ele também ressalta o papel das tecnologias digitais como aliadas no processo de ensino-aprendizagem, ampliando o acesso ao conhecimento científico.
“Recomendo a utilização de uma ferramenta web que a própria NASA disponibiliza de forma livre para qualquer pessoa com acesso à internet”, pontuou.
Confira no vídeo a explicação de Bruno Mattos sobre como utilizar a ferramenta em sala de aula:
Educação que ultrapassa fronteiras
A experiência de Bruno Mattos demonstra que a educação é capaz de abrir caminhos que ultrapassam fronteiras, inclusive as do próprio planeta. Ao aproximar temas como a exploração espacial do cotidiano escolar, professores têm a oportunidade de despertar a curiosidade, estimular o pensamento crítico e mostrar aos alunos que a ciência pode ser um caminho possível. Mais do que ensinar conteúdos, iniciativas como essa ajudam a formar jovens preparados para compreender o mundo e, quem sabe, transformá-lo.

Por Raquel Fernandes
