Município intensifica ações de combate, reforça prevenção e alerta para crescimento acelerado das notificações
Amambai enfrenta um cenário preocupante com o avanço dos casos de chikungunya e dengue, exigindo atenção redobrada da população e intensificação das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Dados recentes apontam crescimento acelerado das notificações, com tendência de aumento nos próximos dias.
De acordo com a coordenadora de Vigilância em Saúde, Sinthia Maciel Neves, até a última semana o município já registrava 25 casos de chikungunya e 9 de dengue, número que pode crescer rapidamente diante das novas confirmações. “Acreditamos que esse número pode dobrar, pois já temos mais confirmações desta semana”, alertou.
Para conter o avanço, a Secretaria Municipal de Saúde tem intensificado medidas como mutirões de limpeza, ações de educação em saúde, visitas domiciliares e bloqueios químicos, que consistem na aplicação de inseticida com equipamentos costais em áreas com casos confirmados. “Estamos trabalhando em mutirões, educação em saúde, bloqueios químicos e controle mecânico”, explicou a coordenadora.

Além disso, o município aguarda a chegada do fumacê, equipamento enviado pelo Governo do Estado, que permitirá ampliar o combate ao mosquito por meio de aplicação em maior escala. “Estamos aguardando o equipamento do Estado para começarmos com o fumacê, pois já se faz necessário diante do cenário atual”, destacou Sinthia.
As ações estão concentradas, principalmente, nas regiões com maior incidência, mas o trabalho segue em todo o território, com equipes de agentes de endemias e de saúde orientando moradores sobre a eliminação de criadouros.
O secretário municipal de Saúde, Dr. Alessandro Godoi, reforça que o momento é de alerta e destaca que o combate depende diretamente da participação da população. Segundo ele, as equipes estão mobilizadas para reduzir os casos, mas a colaboração dos moradores é essencial.
Outro ponto importante é a proteção de públicos mais vulneráveis. A Prefeitura de Amambai, por meio da Secretaria de Saúde, está disponibilizando repelentes gratuitamente nas unidades de saúde para gestantes e também para puérperas — mulheres que estão no período após o parto — por até dois meses. A orientação é que esse público procure o posto de saúde mais próximo para retirar o produto e reforçar a proteção neste momento de maior risco.
Outro ponto importante diz respeito à vacinação. A vacina contra a chikungunya, neste momento, será destinada exclusivamente às aldeias da região de Dourados (DSEI), com aplicação sob responsabilidade do Ministério da Saúde. Já a vacina contra a dengue (Qdenga) está disponível apenas para adolescentes de 10 a 14 anos.
Diante do cenário, a recomendação é clara: o combate às arboviroses depende de um esforço coletivo. Pequenas ações, como eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar quintais e utilizar repelente, são fundamentais para evitar novos casos e proteger toda a comunidade.


Por Patrícia Rocha
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