Profissionais de Amambai participam do evento com cerca de 50 integrantes das áreas de saúde e educação, fortalecendo a capacitação para o atendimento às pessoas com autismo
Cerca de 50 profissionais de Amambai participam do Congresso Internacional Autismo sem Fronteira, realizado neste fim de semana em Ponta Porã. A participação foi viabilizada com apoio da Prefeitura, que disponibilizou vagas para profissionais das áreas da educação e da saúde, incluindo equipes que atuam diretamente no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O investimento na participação ganha ainda mais relevância considerando que o ingresso para o congresso custa R$ 497 por participante, o que possibilitou que educadores, profissionais da saúde e integrantes do CAPS tivessem acesso à formação especializada e ao contato com especialistas de renome nacional.
O congresso, que chega à terceira edição, reúne especialistas, autoridades e profissionais de diferentes áreas para dois dias de programação voltados à informação, inclusão e capacitação sobre o autismo.
Primeiro dia de programação
O primeiro dia do evento, realizado neste sábado (14), contou com lotação máxima e mais de duas mil pessoas inscritas, tornando Ponta Porã um ponto de encontro para debates e troca de conhecimentos sobre o tema.

A abertura ocorreu pela manhã e foi seguida pela palestra do neurocientista Dr. Paulo Liberalesso, especialista em Transtorno do Espectro Autista. Em sua apresentação, ele abordou o tema “Dúvidas frequentes no consultório sobre TEA, TDAH e Deficiência Intelectual”, trazendo esclarecimentos sobre diagnóstico, características dos transtornos do neurodesenvolvimento e os desafios enfrentados por famílias e profissionais no acompanhamento das pessoas com autismo.

Ao longo do dia, a programação seguiu com palestras, rodas de conversa e debates sobre inclusão, ciência, diagnóstico e políticas públicas voltadas às pessoas com TEA, reunindo especialistas e profissionais interessados em ampliar o conhecimento e fortalecer práticas inclusivas.

Durante a abertura, a idealizadora do congresso, Chayene Marques Georges do Amaral, destacou que o objetivo do evento é oferecer informação de qualidade e capacitação, fortalecendo o conhecimento e o acolhimento às famílias.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, também ressaltou a importância da iniciativa, lembrando que o Estado já conta com mais de 29 mil pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, o que reforça a necessidade de ampliar políticas públicas e fortalecer a rede de atendimento.

Conhecimento para aplicar no município
Para os profissionais de Amambai que participam do Congresso Internacional Autismo sem Fronteiras, o evento tem se destacado pelo alto nível dos palestrantes e pela qualidade das discussões, oferecendo conteúdos que podem ser aplicados na prática tanto nas escolas quanto nos serviços de saúde do município.
A secretária municipal de Educação, Rosemeire Charão, destacou a importância do investimento na formação continuada dos profissionais que atuam diretamente com estudantes da rede municipal. “Esse investimento em formação é extremamente importante porque são profissionais que lidam diariamente com alunos que apresentam Transtorno do Espectro Autista. Ao participar de um congresso como esse, os educadores ampliam seus conhecimentos, conhecem novas estratégias pedagógicas e práticas de acolhimento, o que contribui para oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, humano e inclusivo dentro das salas de aula”, afirmou.
Sobre o primeiro dia de programação, a secretária ressaltou que o congresso superou as expectativas e proporcionou um momento de grande aprendizado, reflexão e sensibilização. Segundo ela, as palestras trouxeram não apenas conhecimentos técnicos sobre o autismo, mas também reforçaram aspectos fundamentais como o olhar sensível, a empatia e o amor no processo de desenvolvimento das crianças. “O que foi apresentado até agora já demonstra que muitas dessas orientações podem ser aplicadas na prática, desde a educação infantil até o processo de alfabetização. São estratégias, formas de compreender o comportamento e maneiras de organizar o trabalho pedagógico que certamente vão contribuir para melhorar o atendimento e o acompanhamento das crianças com autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento nas escolas e nos serviços do município”, destacou.

A programação do congresso segue neste domingo (15), segundo e último dia do evento, com novas palestras, aulas e atividades voltadas à formação de profissionais e à promoção de uma sociedade mais inclusiva.

