sexta-feira, 28 de agosto de 2026

7 de Setembro – Escola Estadual Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá

Para as comunidades indígenas, o 7 de Setembro não é apenas uma data de celebração abstrata, mas um momento crucial para refletir sobre a verdadeira soberania, a autonomia cultural e a resistência linguística. É a oportunidade ideal para ouvir professores, lideranças e os próprios estudantes sobre o que significa, de fato, ser livre e ter direitos assegurados no cenário atual.

Propomos ressignificar o conceito de “independência”, conectando-o diretamente à conquista do bem-viver (Tekoporã), à preservação da língua materna e à autonomia na gestão da própria educação. Para a escola indígena, a liberdade passa obrigatoriamente pela garantia do chão onde se pisa, se vive e se planta. Refletir sobre a independência nacional exige reafirmar o direito a uma escola própria, bilíngue e intercultural, que valorize e proteja os saberes tradicionais, ao mesmo tempo em que instrumentaliza a juventude com as ferramentas necessárias para defender seus direitos na sociedade não indígena.

A verdadeira soberania de um país se reflete na sua diversidade. Propomos o fortalecimento da língua Kaiowá nos debates de cidadania, incentivando a produção de reflexões, poesias e manifestos na língua materna sobre os conceitos de, O lugar onde se é, O território sagrado, O bem-viver em equilíbrio e A voz própria de um povo.

7 de Setembro - Escola Estadual Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá

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