quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Ser professora: Uma escolha ou um dom?

Essa é uma história uma superação. Na 3ª série do Ensino Fundamental eu estudava na Escola Estadual Vespasiano; no ano de 1994 estava reprovada, já no 3º bimestre, na disciplina de matemática. Minha mente não seguia o ritmo escolar e minha mãe, Catalina, como cúmplice da escola, me obrigou a estudar todos os dias, até último dia de aula. Eu me sentia o Chaves quando todos foram para Acapulco, menos ele.  

Foi então, que no período da recuperação, tudo mudou. Conheci uma professora de matemática que usou um método explicativo e me mostrou um mundo de conhecimentos matemáticos, onde de alguma forma me senti como um robô, com aperto ou ajuste de parafuso. Desde então, minha paixão virou “a matemática”, e ali eu decidi, aos 9 anos de idade, que seria professora de exatas. 

Nessa época conheci professores incríveis de matemática, como o professor Osmar, o Gileno, e a Aida; esses são um exemplo para mim. Não me esqueço, também, do professor José Carlos, de Português, e da professora Zaira, de Geografia. Quem também me deu aula, e marcou, foi o Richard e o Walter. 

Enfim, agradeço por ter ficado de exame e reprovado, pois esse passo para trás me impulsionou a ser professora de matemática. 

Ser professora significa respeitar e acolher cada criança, cada adolescente e cada adulto, é entender que somos todos diferentes, somos todos capazes, e o amanhã vem para que possamos lembrar que o hoje já foi um sucesso; vamos estudar vamos progredir.  Como toda mãe diz, eu não sou “todo mundo”, eu sou eu!

Professora Idalina Francisca Chaparro Dias
(Formada em Matemática e Pedagogia, leciona nas escolas Vespasiano Martins, Felipe de Brum e EPAM (Sistema Prisional de Amambai, extensão do Dom Aquino)

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