O Censo Escolar 2025 revelou que o Brasil teve uma redução de mais de 1 milhão de matrículas na educação básica entre 2024 e 2025. O total caiu de 47,08 milhões para 46,01 milhões de estudantes. Segundo o Ministério da Educação, essa queda está ligada principalmente à diminuição do número de crianças e adolescentes em idade escolar e à redução da repetência, já que mais alunos estão avançando de ano sem reprovar.
O ensino médio foi a etapa que mais perdeu estudantes e registrou o menor número de matrículas do século, com 7,3 milhões de alunos. A rede pública concentrou a maior parte da redução. Em São Paulo, por exemplo, foram cerca de 250 mil alunos a menos em apenas um ano. Também houve queda na educação infantil, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e no ensino técnico feito após a conclusão do ensino médio.
Na educação infantil, o país ainda não atingiu as metas previstas. O acesso à creche está em 39,7%, abaixo da meta de 50%, e a pré-escola atende 93,4% das crianças, quando o objetivo era chegar a 100%. Especialistas alertam que é preciso ampliar políticas públicas, principalmente para atender as famílias mais vulneráveis.
O ensino fundamental teve uma redução menor: 195.589 alunos a menos, o que representa queda de 0,75%, totalizando 25,8 milhões de matrículas. Mesmo assim, essa etapa está praticamente universalizada, com 99,5% das crianças e adolescentes frequentando a escola. A diminuição, nesse caso, está relacionada à queda no número de crianças na faixa etária, e não à falta de vagas. Além disso, os dados mostram melhora no fluxo escolar, com menos atraso e mais alunos seguindo a trajetória adequada.

